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Diagnóstico das empresas familiares
Publicado em 07/08/2007 | Portal HSM On-line

O professor do Núcleo de Estudos de Empresas Familiares da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Eduardo Najjar, apresentou na terça-feira (07/08) um diagnóstico preciso das empresas familiares no Brasil na atualidade, durante o Special Management Program, realizado pela HSM.

Segundo ele, um dos maiores problemas enfrentados pelas empresas familiares é que elas não seguem, via de regra, os modelos tradicionais de gestão. “Isso acontece devido à necessidade de se manter harmonia na família”, apontou ele. “Com isso, verifico constantemente uma queda na motivação das equipes e, em algumas vezes, o fim da empresa”, denunciou.

Diagnóstico – Para Najjar, a forma pela qual os familiares entram na empresa é muito importante para o futuro do empreendimento. “Vejo muitos empresários que encorajam seus filhos a seguirem carreiras condizentes com a atuação da companhia, o que é um erro”, disse.

O professor apresentou ainda uma série de outros elementos “de dentro das famílias” que influenciam na gestão da companhia, como o fato de o fundador da empresa deixar o lar para se dedicar ao empreendimento; os filhos que crescem longe do ambiente corporativo da família; a pulverização do patrimônio decorrente dos formatos modernos de núcleos familiares; e o fato de a família crescer muito mais rápido do que os negócios.

Reflexos na empresa e no patrimônio – Esses problemas com o tempo se refletem no funcionamento da companhia, com fatores negativos como menor competitividade; funcionários com longo tempo de casa e pouca motivação; e familiares com pouca experiência anterior.

“É muito importante que o fundador ou quem faz a gestão dos negócios atualmente tenha regras de entrada e saída da empresa”, destacou Najjar. “Muitos deixam para mais tarde porque os filhos ainda são muito novos, mas o tempo passa muito rápido, e o quanto antes essas regras estejam estabelecidas, melhor para todos”, salientou.

Governança – A melhor forma de resolver esses entraves, segundo o professor, é por meio de um bem estruturado sistema de governança corporativa, com a criação de um conselho administrativo –de preferência, com profissionais de fora da família-, um conselho de acionistas e outro conselho de família, que, dentre outras incumbências, seria responsável por preparar as novas gerações para atuarem na empresa.

“É muito claro que toda essa estrutura é essencial para os negócios, porém, é importante que todos tenham em mente que ela é também muito importante para a família e para o crescimento do patrimônio”, concluiu Najjar.

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