Zeta Consultoria e Treinamento

home
  • Treinamentos In Company
  • Alianças
  •  

Zeta Consultoria e Treinamento


Qualificação sob medida
Publicado em 09/07/2008 | João Varella,

Empresas investem em aulas exclusivas para funcionários, e professores tornam-se consultores

Ex-professor de Planejamento Estratégico na UniFae, Karlis Kruklis nunca deixou de ser apaixonado por educação. Tanto que hoje, como presidente da transportadora e locadora de veículos Ouro Verde, ele tem na formação de seus 1,2 mil colaboradores uma das estratégias para o crescimento da corporação. “Quando assumi o cargo, no começo do ano, percebi que deveria aprimorar o grau de profissionalismo da empresa”, diz. Para isso, selecionou os 40 colaboradores mais participativos da empresa, das mais diversas áreas, para fazer um curso de aprimoramento. Um dos grandes desafios, no entanto, era unir conteúdos de interesse de funcionários de departamentos distintos – financeiro, comercial e operacional –, que tinham em comum, a princípio, apenas o fato de trabalharem na mesma empresa. Pensando nisso, Kruklis desenhou um curso sob medida e exclusivo para a Ouro Verde, em parceria com a Universidade Positivo. A opção foi por ofertar quatro disciplinas: Gestão Estratégica, Gestão de Carreira, Finanças e Jogo de Empresa.

Expansão da construção motivou criação de curso

O crescimento em taxas chinesas da construção civil motivou a criação da Universidade Balaroti, voltada apenas para o público interno da empresa. Lá são ministrados cursos técnicos, que vão desde sistemas de hidromassagens até cursos de hidráulica. O diretor de marketing e vendas da empresa, Eduardo Arílson Balarotti, diz que quem quer ser promovido na companhia, deve obrigatoriamente freqüentar as carteiras da universidade. E o investimento também trouxe benefícios aos clientes: em dois anos de Universidade Balaroti, houve queda de 40% nas ocorrências de queixas e devoluções.

Uma das vantagens de fazer um curso como o da Ouro Verde, exclusivo para funcionários e fechado para o público externo, é que as informações estratégicas da empresa podem ser discutidas abertamente durante as aulas. “O professor vira uma espécie de consultor”, explica o coordenador do MBA empresarial da Universidade Positivo, Ronaldo Hofmeister.

Outro desafio, e um dos pedidos de Kruklis, era desfazer as chamadas “panelinhas” – evitar que os colegas de trabalho sentassem e conversassem apenas uns com os outros. E deu certo. Ele conta que, para a sua surpresa, a última reunião com o setor de transportes foi pautada por um operador propondo melhorias no fluxo de caixa da empresa – algo impensável antes do curso.

Ajuste fino

O curso da Ouro Verde foi pensado exclusivamente para ela. Mas as companhias também podem seguir os cursos tradicionais oferecidos pelas instituições de ensino superior, com pequenos ajustes. Foi o que fez, por exemplo, a cooperativa Copacol: o MBA em Gestão, do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (Isae/FGV), tornou-se “Gestão de Cooperativas” para os colaborares . Além disso, para os associados, foi desenvolvido um MBA de Gestão e Agronegócio, em parceria com a Fundação Assis Gurgacz (FAG), de Cascavel. “Dissemos o que a gente precisava e eles nos passaram as disciplinas disponíveis”, explica a supervisora de Recursos Humanos da Copacol, Andréia Girotto. Um dos resultados concretos do curso foi um frigorífico de peixes, inaugurado no fim de junho – o projeto foi baseado em idéias desenvolvidas dentro do curso.

Escolha

O professor Hofmeister, da Universidade Positivo, explica que a customização de cursos é dirigida a empresas de grande porte, que precisam de atualizações constantes. Para empresas de pequeno e médio portes, mesmo as que atuam em segmentos mais voláteis – que por isso exigem reciclagens constantes –, ele aconselha investir nas formações tradicionais ofertadas pelas instituições de ensino.

Segundo o diretor do Estação Business School, Manoel Knopfholz, as empresas estão demonstrando interesse não apenas por cursos técnicos, mas também comportamentais. “Houve uma overdose, um excesso no preparo de gente na tecnocracia. Se você pegar o perfil do gestor, normalmente é uma pessoa técnica, movida por resultados quantitativos”, diz. “Mas não adianta ter um objetivo sem qualidade – seja nas relações com os colegas, com consumidor, com fornecedor ou com qualquer público envolvido no processo.”

voltar ao topo
voltar à página inicial


Leia outros artigos




© 2007 Zeta Consultoria e Treinamento. Todos os direitos reservados
Rua das Piracemas,122 - 88053-420 Florianópolis SC Fone: 55 48 3282-0783
Av. Bem-Te-Vi, 333 Conj. 113 Moema - 04524-030 São Paulo SP Fone/Fax: 55 11 5096-0242